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30 de dezembro de 2014

[Resenha] Will Grayson, Will Grayson



Will Grayson, Will Grayson - John Green e David Levithan
308 páginas
Penguin Books
ISBN:
Classificação: 4/5 estrelas
Em uma noite fria, numa improvável esquina de Chicago, Will Grayson encontra... Will Grayson. Os dois adolescentes dividem o mesmo nome. E, aparentemente, apenas isso os une. Mas mesmo circulando em ambientes completamente diferentes, os dois estão prestes a embarcar em um aventura de épicas proporções. O mais fabuloso musical a jamais ser apresentado nos palcos politicamente corretos do ensino médio.





O livro vai contar a história de dois garotos, os dois chamados Will Grayson. Eles moram em cidades diferentes e tem vidas (e personalidades) também muito diferentes. O Will nº1 (como eu gosto de chamar, pois somos apresentados a ele primeiro) é um garoto normal que estuda em uma escola normal. Seu melhor amigo é Tiny Cooper, um gay assumido que se apaixona por um garoto diferente a cada dois dias. O Will nº 1 tem um lema de vida que é não se importar e ficar quieto. E vive (ou tenta viver) baseado nisso.
"Eu não entendo realmente a relevância de chorar. E também, eu sinto que chorar é quase – com exceção de mortes de parentes ou algo do tipo – totalmente evitável se você seguir duas regras simples: 1. Não se importar muito. 2. Calar a boca."
O Will nº 2 é outra história. Ele lida com depressão, digamos, de uma maneira não muito saudável. Ele se isola das pessoas, tem um péssimo relacionamento com a mãe e vive em função de um amigo virtual chamado Isaac. Em determinado momento da história as vidas desses dois Wills se cruzam e tudo muda.
Eu achei o livro muito bom. Consegui me relacionar com os dois Wills e aprendi muito com eles. Creio que essa é mais uma história sobre amizade e o medo de viver, do que sobre o amor em si.
Foi bastante divertido, pela escrita, descobrir qual autor escreveu qual personagem. Cada dia que passa gosto mais do David, por abordar temáticas que até então não apareciam no mundo dos YAs.
Só tirei uma estrela porque queria um final um pouco mais explícito, sobre o que aconteceu com cada personagem e etc. Tirando isso, o livro é excelente! Recomendo!

24 de dezembro de 2013

[Resenha] Quem é você, Alasca?

Quem é você, Alasca? - John Green
229 páginas
Wmf Martins Fontes
ISBN: 9788578273422
Classificação: 4.5/5 estrelas
Miles Halter é um adolescente fissurado por célebres últimas palavras que, cansado de sua vidinha pacata e sem graça em casa, vai estudar num colégio interno à procura daquilo que o poeta François Rabelais, quando estava à beira da morte, chamou de o "Grande Talvez". Muita coisa o aguarda em Culver Creek, inclusive Alasca Young, uma garota inteligente, espirituosa, problemática e extremamente sensual, que o levará para o seu labirinto e o catapultará em direção ao "Grande Talvez".

O protagonista do livro é Miles, ou Gordo, um garoto fissurado por saber as últimas palavras de grandes personalidades e que sai em busca de um "Grande Talvez", abandonando sua vida bem mais ou menos e indo para a escola interna onde seu pai estudara.
O livro é dividido em duas partes, Antes e Depois, e não, você não vai saber o que as separa até que chegue lá. Não vou dar spoilers, mas a verdade é que não estava gostando da primeira parte do livro. Ela fala basicamente sobre a vida de Gordo no colégio, seus novos amigos e a paixão, quase platônica, que ele tinha por Alasca. A partes mais interessantes, para mim, eram as da aula de Religião, porque eu adoraria ter aula com o professor deles!
Mas então vem a segunda parte e tudo vira de cabeça para baixo! Não chorei em nenhuma parte do livro, mas ele me deu muito para pensar... "Depois" é bastante reflexiva, talvez pela sequência de acontecimentos, talvez pela própria personalidade dos personagens. 
Já ouvi muito gente dizer que não se identificou com os personagens do livro, mas o oposto aconteceu comigo. Me identifiquei muito com tanto com Miles, quanto com Alasca e Chip. Se você gostou de A Culpa É Das Estrelas, definitivamente vai gostar desse livro, apesar deles serem bastante diferentes em alguns aspectos.
Talvez essa resenha tenha ficado um tanto curta e abstrata, mas é quase impossível falar sobre esse livro sem dar algum spoiler, então eu dei meu máximo! É uma leitura que eu recomendo!
Já leram o livro, o que acharam?
Beijos,

18 de março de 2013

[RESENHA] A Culpa é das Estrelas

A Culpa é das Estrelas - John Green
283 páginas Intrínseca
ISBN:
Classificação: 5/5



Hazel é uma paciente terminal de 16 anos que tem câncer desde os 13. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.



Bom, o que dizer do livro? Eu realmente não sei o que dizer, porque um simples "ótimo" não é o suficiente. A história de Hazel Grace, uma garota de 16 anos com câncer de tireoide na fase terminal (câncer este que já se espalhou e atingiu o pulmão, sendo assim ela tem que carregar um cilindro de oxigênio para que possa respirar), realmente me encantou. Apesar de já ter ouvido falar bem do livro, no começo achei que seria a simples história de um amor adolescente com uma tragédia inevitável. E na verdade é isso o que acontece. Mas, como todo bom romance, ele guarda suas surpresas. 

Quando Hazel conhece Augustus Water (no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer) sua vida muda em certo sentido. Augustus, agora paciente em remissão, mas que já perdeu uma perna devido à doença, mais especificamente à osteossarcoma, é realmente apaixonante. Lindo, fofo, gentil... É uma lista longa. Provavelmente não tem ninguém que leu o livro e gostou e não caiu de amores pelo Gus. Juntos, ele e Hazel, vão descobrindo um "novo mundo" para eles e uma amizade, amizade esta que acaba se transformando em algo mais profundo, se transformando em amor. Simples assim. Eles não dividem diálogos intermináveis e declarações de amor, mas certamente têm um pouco de sentimentalismo e até sarcasmo. É incrível como a relação dos dois se desenvolve. 

Além de Augustus, tem também os pais de Hazel, que são super dedicados à filha, e é isso que a preocupa, pois o que irão fazer quando ela se for? O livro também mostra um pouco dos pais de Gus e uma amigo do casal, Isaac, outra vítima do câncer. 

Não tenho mais muitas palavras para descrever o livro, posso acabar me empolgando e contando toda a história para você e não quero estragar a surpresa para aqueles que vão ler, né? Mas, além disso, como eu disse no começo da resenha eu realmente não sei muito o que falar do livro, a não ser que é incrivelmente bom e que a história me tocou. Quem já leu (e gostou) deve saber do que eu estou falando. Espero que tenham gostado.