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30 de dezembro de 2014

[Resenha] Will Grayson, Will Grayson



Will Grayson, Will Grayson - John Green e David Levithan
308 páginas
Penguin Books
ISBN:
Classificação: 4/5 estrelas
Em uma noite fria, numa improvável esquina de Chicago, Will Grayson encontra... Will Grayson. Os dois adolescentes dividem o mesmo nome. E, aparentemente, apenas isso os une. Mas mesmo circulando em ambientes completamente diferentes, os dois estão prestes a embarcar em um aventura de épicas proporções. O mais fabuloso musical a jamais ser apresentado nos palcos politicamente corretos do ensino médio.





O livro vai contar a história de dois garotos, os dois chamados Will Grayson. Eles moram em cidades diferentes e tem vidas (e personalidades) também muito diferentes. O Will nº1 (como eu gosto de chamar, pois somos apresentados a ele primeiro) é um garoto normal que estuda em uma escola normal. Seu melhor amigo é Tiny Cooper, um gay assumido que se apaixona por um garoto diferente a cada dois dias. O Will nº 1 tem um lema de vida que é não se importar e ficar quieto. E vive (ou tenta viver) baseado nisso.
"Eu não entendo realmente a relevância de chorar. E também, eu sinto que chorar é quase – com exceção de mortes de parentes ou algo do tipo – totalmente evitável se você seguir duas regras simples: 1. Não se importar muito. 2. Calar a boca."
O Will nº 2 é outra história. Ele lida com depressão, digamos, de uma maneira não muito saudável. Ele se isola das pessoas, tem um péssimo relacionamento com a mãe e vive em função de um amigo virtual chamado Isaac. Em determinado momento da história as vidas desses dois Wills se cruzam e tudo muda.
Eu achei o livro muito bom. Consegui me relacionar com os dois Wills e aprendi muito com eles. Creio que essa é mais uma história sobre amizade e o medo de viver, do que sobre o amor em si.
Foi bastante divertido, pela escrita, descobrir qual autor escreveu qual personagem. Cada dia que passa gosto mais do David, por abordar temáticas que até então não apareciam no mundo dos YAs.
Só tirei uma estrela porque queria um final um pouco mais explícito, sobre o que aconteceu com cada personagem e etc. Tirando isso, o livro é excelente! Recomendo!

28 de dezembro de 2014

[Resenha] Eleanor & Park

Eleanor & Park - Rainbow Rowell
328 páginas
Novo Século
ISBN: 9788542801255
Classificação: 4/5 estrelas
Eleanor & Park é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek. Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Eleanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e “grande” (ela pensa em si própria como gorda), é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo. 


O livro conta a história de Eleanor e Park, dois adolescentes que frequentam a mesma escola e que acabam se conhecendo no ônibus. Eles são absurdamente parecidos, apesar de serem completamente diferentes. Eleanor vem de um família problemática, acabou de voltar para casa, depois de um ano morando no sofá de amigos de sua mãe, após ser expulsa pelo padrasto. Park vem da perfeita família americana, com um irmão mais novo e um quarto só para ele.

A "amizade" começa quando Park percebe que Eleanor lê, escondido, os quadrinhos que leva para as viagens de ônibus até a escola. Emprestando HQs e ensinando Eleanor sobre música, aos poucos uma paixão começa a surgir.
O livro é bem divertido, sofri com a Eleanor, torci pelo Park... Mas confesso que não achei tudo isso não. Acho que vi tantas resenhas falando maravilhas do livro e tanta gente (tanto booktubers brasileiros quanto gringos) colocando ele e Fangirl no "melhores do ano", que acabei criando muitas expectativas.
Não me entendam mal, a escrita é ótima e o livro cumpri o seu propósito (ser um livro Young Adult), mas acho que eu esperava algo como Amanhã você vai entender, um livro infanto-juvenil, mas com uma mensagem e um "algo a mais"... O problema é comigo e não com o livro. 
Por tanto, se você for ler o livro, tenha em mente a proposta dele e não espere nada a mais. Dessa forma a leitura será muito mais proveitosa!
Beijos,

25 de agosto de 2014

[Resenha] Se Eu Ficar

Se Eu Ficar - Gayle Forman
224 páginas
Novo Conceito
ISBN: 9788581635415
Classificação: 4/5 estrelas
Depois do acidente, ela ainda consegue ouvir a música. Ela vê o seu corpo sendo tirado dos destroços do carro de seus pais – mas não sente nada. Tudo o que ela pode fazer é assistir ao esforço dos médicos para salvar sua vida, enquanto seus amigos e parentes aguardam na sala de espera... e o seu amor luta para ficar perto dela. Pelas próximas 24 horas, Mia precisa compreender o que aconteceu antes do acidente – e também o que aconteceu depois. Ela sabe que precisa fazer a escolha mais difícil de todas.

O livro conta a história de Mia, uma adolescente apaixonada por música e que sonha em estudar em Julliard. Mas um dia, a caminho da casa de alguns amigos da família, ela, os pais e o irmão, sofrem um acidente de carro. Em um minuto ela estava conversando e no outro acorda em meio aos destroços do carro, do qual ela tinha sido arremassada para fora. No entanto, quando ela começa a observar a sua volta, para sua surpresa, ela vê o próprio corpo, estendido no chão, severamente machucado.
A partir dai vamos companhando Mia de duas formas: a trajetória dela, seu corpo e como seus amigos e familiares reagem ao acidente e as lembranças que aos poucos ela nos apresenta e nos faz entender melhor quem é Mia, como é seu relacionamento com sua família, desde o nascimento até a escolha do instrumento musical. Também conhecemos melhor as pessoas de sua família, bem como Adam e sua melhor amiga,  Kim.
As personagens são muito bem construídas e apresentadas, e isso é louvável. Mas o final me incomodou muito. É como se o livro não acabasse. Eu entendo que, teoricamente, ele tem uma continuação, mas se por um lado ele não terminou, ele também não deu um gancho legal para que eu quisesse ler a continuação, então eu fico satisfeita só com esse. Acho que foi a única coisa que me incomodou...
Lembrando que sai filme esse ano!
O trailer para quem não viu:



7 de agosto de 2014

[Resenha] Stolen, Carta ao meu sequestrador

Stolen - Lucy Christopher
368 páginas
iD
ISBN: 9788516077808
Classificação: 4/5 estrelas
Gemma é uma adolescente normal esperando para pegar um voo no aeroporto de Bangkok com seus pais. Ao se afastar, conhece o charmoso e envolvente Ty, e nem imagina quais são suas reais intenções... Ele lhe oferece um café em que coloca algum tipo de droga. Confusa, ela é sequestrada e arrastada para o meio do deserto australiano. Ele a rouba para si, depois de anos a observando, e ainda espera que ela o ame. Os dias se passam e eles têm apenas um ao outro na imensidão vazia e escaldante do deserto, e Gemma começa a entender e conhecer Ty. É aí que os limites entre inimizade e compaixão vão ficando cada vez mais tênues...


O livro conta a história de Gemma, uma garota de 16 anos que foi sequestrada e levada para o meio do deserto. Escrito como uma grande carta para o sequestrador, aos poucos vamos entendendo como tudo aconteceu e o desenrolar da situação. 
Achei o livro ótimo, mas tive alguns problemas. O primeiro foi em relação a Síndrome de Estocolmo. Apesar de ainda não ter tido meu semestre de psicopatologia, não consegui ver a síndrome, como descrita, em Gemma. Porque ela é uma forma que a pessoa cria de sobrevivência: criando vínculo com o sequestrador sua chance de morrer diminui significativamente. No caso da Gemma, Ty nunca demonstrou a menor intenção de machuca-la, por isso acho difícil de comprar a ideia. Isso torna difícil explicar, na minha cabeça, como ela poderia desenvolver qualquer relação afetiva com ele, dada a situação do sequestro. Mas para isso existe uma alternativa plausível: eles estão sozinhos, no meio do deserto, há semanas. Ele é o único contato humano que ela tem e provavelmente o único que vai ter por muito tempo. Faz sentido ela acabar sedendo e criando um relacionamento. Eu só não sei se isso se qualifica como a síndrome.
Outro problema, e nesse caso é mais um problema comigo eu acho, é que em vários momentos mais para o fim do livro, eu me vi torcendo pelo Ty. Acho que é o jeito que a autora escreve é proposital, para que os leitores se sintam assim. Mas isso me incomodou, por que a Gemma não tem Sindrome de Estocolmo (a própria Gemma entra nessa discussão no fim do livro), então porque ela escreve de forma que os leitores passam a torcer pelo sequestrador? Isso foi incrivelmente perturbador para mim, porque eu odeio gostar do vilão (o principal motivo pelo qual eu desisti de assistir Dexter depois da primeira temporada).
Enfim, a escrita é ótima, muito envolvente. Mas eu acho que teria sido muito melhor se ela não tivesse começado o livro com uma "explicação" do que seria a Síndrome de Estocolmo, e só abordado ela no final. 
Apesar disso, é um livro que eu recomendo. Acho que eu só fui tão crítica quanto a isso por causa da faculdade que eu faço.
De qualquer forma, vocês já leram ele? Tem vontade de ler?
Beijos,

30 de março de 2014

[Resenha] Todos os meus amigos são super-heróis

Todos os meus amigos são super-heróis - Andrew Kaufman
Leya
176 páginas
ISBN: 9788580448474
Classificação: 4/5 estrelas
Existem aproximadamente 249 super-heróis na cidade de Toronto. Tom não é um super-herói, mas conhece vários: O Anfíbio, A Pilha de Nervos, A Bronca, O Homem Impossível, O Minigigante, Daquiapouco, A Doma-Rapaz, dentre outros. Tom casou-se com uma super-heroína, A Perfeccionista, cujo poder é tornar tudo perfeito. No dia do casamento, Hipno, supervilão e ex-namorado de Perfeccionista, hipnotizou-a: Tom ficou invisível, mas somente aos olhos dela. Depois de dois meses sem notar o marido, a Perfeccionista está prestes a pegar um avião para recomeçar a vida em Vancouver. É a partir de uma bela história de amor que Todos os Meus Amigos São Super-Heróis constrói um universo onde amizade, romance, profissões e cotidianos muito parecidos com os nossos ganham uma fina pátina de superpoder - ou mostra que superpoderes são apenas uma questão de ponto de vista. Tom está desesperado para que sua amada Perfeccionista volte a enxergá-lo e amá-lo. Como resolver isto sendo o único ser humano sem poderes nessa história?

Essa é a história de Tom, um homem comum que vive em uma cidade repleta de super-heróis. Mas diferente do que esperamos, os poderes desses heróis são extraordinariamente comuns: absorver o estresse das pessoas, cair o tempo todo, ser vidrado em TV e por ai vai... Tom tem uma namorada, a Perfeccionista, que é capaz de tornar tudo perfeito. Só que no dia que eles se casam o ex dela, Hipno, faz com que Tom se torne invisível para ela. Ou seja, todos veem ele, menos Perfê. 
O livro começa 6 meses depois desse incidente, quando Perfeccionista está pegando um voo só de ida para Vancouver. É a última chance para Tom fazer com que ela o veja e, entre flashbacks e visões do presente, vamos sendo apresentados ao relacionamento dos dois e a esse mundo nada convencional.
Ao mesmo tempo que os superpoderes parecem um tanto bizarros, eles têm algo que nos faz ler pelas entrelinhas... Todos esses poderes são mesmos poderes ou são características que fazem aquelas pessoas quem elas realmente são? 
Uma outra parte que me fez pensar foi quando Tom encontra com a médico Ambrose e esse vai examinar seu coração. Depois de abrir o peito de Tom e limpar seu coração, liberando os fantasmas de suas ex-namoradas, o médico chega a conclusão de que o órgão está realmente quebrado. Se pensarmos no sentido denotativo é absurdo, mas no conotativo é brilhante! O livro é todo cheio dessas histórias que nos fazem parar e pensar "Hm... Mas isso pode ter dois significados...". É como uma visão exagerada do nosso mundo real, e que é tão tocante e singela que fica difícil de explicar.
Entre alguns capítulos aparecem especiais com alguns super-heróis e eu vou apresentar os que eu achei mais interessantes e divertidos: 


Pilha de nervos: Se você chegar numa festa e de repente se sente totalmente relaxado, há uma grande chance de que a Pilha de Nervos esteja por lá. Dotada do poder de absorver o estresse de qualquer pessoa num raio de quinze metros, a Pilha de Nervos é convidada a toda festa, toda ocasião. Seu poder origina-se da criação católica ferrenha.

O Buscador: O Buscador consegue ir de qualquer lugar para qualquer outro lugar, mesmo que nunca tenha estado lá. Mas como este é seu superpoder e assim ele se define, o Buscador fica muito chateado e nervoso quando chega aonde queria. Imediatamente ele tem de dar meia-volta e ir para outro lugar.

A Grande Adeus: Quem sabe tenha conseguido um novo emprego, ou um divórcio, ou quem sabe a amizade chegou ao fim e você começou a andar em círculos sociais diferentes: seja o que for, a Grande Adeus já sabe. Ela vai apertar sua mão, olhar nos seus olhos e vai haver algo especial no jeito como ela o faz. O aperto de mão vai ser um pouquinho mais apertado que o normal, os olhos estarão meio marejados, ou a voz vai falhar só um pouquinho. Nada de muita importância - aliás, nada que você fosse notar. A não ser meses depois, quando lembrasse que era a última vez que havia visto a Grande Adeus.

Deu para sentir o estilo do livro? Demais né? Só tirei uma estrela porque ele é muito curtinho... Queria um pouco mais de história. Mas fiquem atentos, porque não são todas as pessoas que vão gostar desse livro!
E ai, já leram ou pretendem ler? Me contem!


12 de março de 2014

[Resenha] The Catcher in the Rye

Oi gente! Hoje eu vim trazer a resenha do livro The Catcher in the Rye, que me deu uma coça em fevereiro!


Os links estão na caixa de descrição do youtube!
E então, já leram ou tem vontade de ler esse livro?

21 de janeiro de 2014

[Resenha] Por isso a gente acabou

Por Isso A Gente Acabou - Daniel Handler
293 páginas (e-book)
Cia das Letras
ISBN: 9788535920239
Classificação: 4/5 estrelas
Por isso a gente acabou trata, com a comicidade típica do autor, de uma situação difícil pela qual todos um dia irão passar: o fim de uma relação amorosa e toda a angústia, tristeza e incerteza que essa vivência pode gerar. Min Green e Ed Slarteron estudam na mesma escola e, depois de apenas algumas semanas de convívio intenso e apaixonado, acabam o namoro. Depois de sofrer muito, Min resolve, como marco da ruptura definitiva, entregar ao garoto uma caixa repleta de objetos significativos para o casal junto com uma carta falando sobre cada um desses objetos e do episódio que ele representou, sempre acrescentando, ao final, uma nova razão para o rompimento. Essa carta é o texto de Por isso a gente acabou, que é, assim, carregado de um tom informal e tragicômico - características da personagem - e traduz com um misto de simplicidade e profundidade a história de uma separação. Imerso neste universo adolescente, o leitor conhecerá a divertida personalidade de Min, uma garota apaixonada por filmes cujo sonho é ser diretora de cinema, e as idas e vindas deste romance, desde o dia em que os dois conversaram pela primeira vez até o instante em que tudo acabou.

O livro é escrito na primeira pessoa, por Min, se dirigindo a Ed, contando e explicando os porquês de terem terminado. Junto com cada história, Min acrescenta um objeto da história deles, que ela está devolvendo dentro de uma caixa, junto com uma carta com esses porquês. 
Confesso que tive muito trabalho para me identificar com Min. É muito difícil eu não gostar da protagonista de um livro, e quando não gosto, geralmente tenho motivos plausíveis. Nesse caso meu gênio simplesmente não bateu com o da Min. Tenho a impressão de que seja por causa da personalidade do Ed, por mais incrível que pareça. A questão é que desde o início do livro achei ele um babaca, definitivamente não o tipo de mocinho que eu gosto, e simplesmente não consegui me relacionar com a narrativa da Min sobre como eles se apaixonaram e etc. Tudo o que eu conseguia pensar era Como essa menina não consegue ver que tá tudo errado?.
Não me entendam mal. O livro é muito bom. É bem surpreendente, e dado o gênero isso foi simplesmente incrível. Não esperava algo que foi revelado no final, por mais que eu já não gostasse do Ed. Isso fez com que o livro subisse no meu conceito. 
Algo que eu realmente amei foi o relacionamento de Min e seu melhor amigo Al. O fato de eles saberem tudo sobre cinema e usarem isso para consolarem um ao outro ou para fazer promessas e coisas do tipo. Pareceu verdadeiro. Realmente amei.
Uma personagem que me conquistou foi Joan, irmã de Ed. A medida que ela ia sendo descrita, tudo o que eu conseguia pensar era Gostaria de ser assim quando crescer. Exceto a parte de parar de estudar para cuidar da casa, claro.
De qualquer forma, é um livro muito bom, vale bastante a pena ler.
Já leram? O que acharam?
Beijos,

8 de janeiro de 2014

[Resenha] Antes Que Eu Vá

Antes Que Eu Vá - Lauren Oliver
288 páginas (e-book)
Intrínseca
ISBN: 9788580570595
Classificação: 4/5 estrelas
Samantha Kingston tem tudo: o namorado mais cobiçado do universo, três amigas fantásticas e todos os privilégios no Thomas Jefferson, o colégio que frequenta — da melhor mesa do refeitório à vaga mais bem-posicionada do estacionamento. Aquela sexta-feira, 12 de fevereiro, deveria ser apenas mais um dia de sua vida mágica e perfeita. Em vez disso, acaba sendo o último. Mas ela ganha uma segunda chance. Sete “segundas chances”, na verdade. E, ao reviver aquele dia vezes seguidas, Samantha desvenda o mistério que envolve sua morte — descobrindo, enfim, o verdadeiro valor de tudo o que está prestes a perder. ... Em uma noite chuvosa de fevereiro, Sam é morta em um acidente de carro horrível. Mas em vez de se ver em um túnel de luz, ela acorda na sua própria cama, na manhã do mesmo dia. Forçada a viver com os mesmos eventos ela se esforça para alterar o resultado, mas acorda novamente no dia do acidente. O que se segue é a história de uma menina que ao longo dos dias, descobre através de insights desoladores, as conseqüências de cada ação dela. Uma menina que morreu jovem, mas no processo aprende a viver. E que se apaixona um pouco tarde demais.

O livro conta a história de Sam, uma garota metida, chata e arrogante, superpopular na escola, mas que acaba morrendo em um acidente de carro e tendo de reviver o mesmo dia 7 vezes. Achei o inicio do livro muito difícil de engolir, porque ela é realmente chata e os diálogos parecem um tanto forçados, coisas do tipo "ai, você é uma vadia", "ah, você também é!" "ahahahah". Mas a questão é que essas meninas existem e elas falam assim. O diálogo delas é realmente artificial, então provavelmente foi algo intencional feito pelo autora. Ainda assim me deixou irritada.
Conforme os primeiros dias foram passando e as atitudes de Sam não mudavam eu fui ficando irritada. Mas então, lá pelo meio do livro há um ponto de virada. A mudança não é tão gradual ou sutil, é bem perceptível os gatilhos que a fizeram mudar, não só de comportamento, mas de opinião frente a vida. 
Alguns personagens secundários me chamaram atenção e eu não podia deixar de citar. Kent é aquelas pessoas que você quer ter a seu lado a todo momento. Bem do tipo melhor amigo mesmo. Eu adoro esses personagens, sempre gostei, desde criança (vide: eu era team jacob nos meus tempos crepusculais). As irmãs Sykes também são bastante interessantes. Toda a história por trás de Juliet é triste e incrível de se descobrir.
Não foi o livro mais espetacular que eu li, como muitas pessoas acharam. Mas é uma ótima leitura e recomendo para quem está procurando um bom YA.
E vocês, já leram o livro? O que acharam?
Beijos,

30 de maio de 2013

[RESENHA] O Xangô de Baker Street

O Xangô de Baker Street - Jô Soares
352 páginas
Companhia de Letras
ISBN: 8571644829
Classificação: 4/5


 Um violino Stradivarius desaparecido, algumas orelhas cortadas e seus respectivos cadáveres trazem o famoso Sherlock Holmes ao Brasil, por recomendação de sua não menos famosa amiga Sarah Bernhardt. Porém aquilo que parecia um pequeno e discreto caso imperial transforma-se numa saga cheia de perigos, tais como feijoadas, vatapás, mulatas, intelectuais de botequim, pais-de-santo e cannabis sativa. Sem falar, é claro, dos crimes do primeiro serial killer da história, que executa seu sinistro plano nota a nota, com notável afinação e precisão de corte. O britânico e intrépido detetive e seu fiel e desconfiadíssimo esculápio vivem então no Rio de Janeiro a aventura de Sherlock Holmes que Conan Doyle se excusou de contar - por motivos que ficarão bastante óbvios -, mas que para felicidade do leitor brasileiro Jô Soares resgata neste romance implacável e impagável.

O livro se passa na época do Segundo Reinado no Brasil. Começa com o desaparecimento de um violino Stradivarius, um instrumento muito raro e caro. D. Pedro II então, por indicação de Sarah Bernhardt, uma famosa atriz francesa que estava apresentando peças no Brasil, chama o famoso detetive Sherlock Holmes para desvendar o caso. Enquanto isso, um serial killer aparece no Rio de Janeiro, matando jovens moças e deixando-as sem as orelhas e com uma corda de violino em um lugar peculiar. Ao saber então que o detetive vem ao Rio de Janeiro, o delegado Mello Pimenta pede por sua ajuda para solucionar esse caso.

Jô Soares coloca no livro personagens famosos tanto ficcionais, como Sherlock Holmes, quanto reais, como  Sarah Bernhardt, Olavo Bilac e Chiquinha Gonzaga. Ele brinca também com a "invenção" da caipirinha, por exemplo, e descaracteriza um pouco o famoso detetive. No livro, Sherlock Holmes, dificilmente acerta nas suas deduções, é um pouco desastrado e logo se apaixona por uma brasileira. 

Esse é o primeiro livro do Jô Soares que eu li e posso dizer que amei o livro no geral, ele construiu uma narrativa bem estruturada e leve, com mistério, humor e até um pouco de romance. A única coisa que não gostei tanto (por isso a classificação 4) foi essa descaracterização do personagem que é basicamente conhecido por suas deduções. Além disso não tenho nada do que reclamar quanto a narrativa. Recomendadíssimo!


3 de maio de 2013

[RESENHA] Beijada por um Anjo

Beijada Por Um Anjo - Elizabeth Chandler
247 páginas
Novo Conceito
ISBN: 9788563219145
Classificação: 4/5
"Beijada por um anjo é o primeiro volume da série, escrita por Elizabeth Chandler. Ivy sempre acreditou em anjos… Quando ela conhece Tristan, descobre que ele é o amor da sua vida. Quando ele morre, seu coração está quebrado e sua crença em anjos desaparece. E sem essa crença, ela é incapaz de sentir a presença de Tristan, quando ele retorna – como um anjo.Agora, Ivy está correndo um terrível perigo, e Tristan está lutando para salvá-la. Como ele conseguirá protegê-la se ela perdeu a fé em anjos? E se ele conseguir salvá-la, ele terá terminado sua missão aqui na terra e terá que partir para sempre deixando-a para trás. Afinal, Salvar Ivy seria o mesmo que perdê-la justamente quando consegue reencontrá-la?"

Ouvi muita gente falando mal desse livro e tenho que dizer que não concordo. Bom, tendo em vista que é um YA bem aguinha com açúcar, a história é mais envolvente do que o esperado. A narrativa não é muito linear, mas segue um fluxo que eu gostei bastante.
É a história de Ivy, uma jovem que acredita em anjos e que está começando a se apaixonar por Tristan. Mas o "destino" não é muito bom com os dois e Tristan morre (como está na sinopse). O detalhe é que ele volta como um anjo, mas Ivy deixou de acreditar. Em meio a tudo isso Ivy também tem que lidar com o novo casamento da mãe e o pseudo-irmão que este lhe trouxe, além de tomar conta do seu irmão que não está lidando bem com o casamento e usa os anjos para ajudar a superar a morte de Tristan.
Apesar do modo clichê como é retratada essa história anjo/espirito/fantasma, eu gostei bastante do jeito da autora caracterizar o relacionamento dos dois, por ficou bastante natural. Se você procura um livro profundo, cheio de reflexões, fuja desse. Mas se você quer um YA com um bom romance, só para passar o tempo, essa é uma ótima escolha!
Beijos,

14 de abril de 2013

[RESENHA] Sendo Nikki

Sendo Nikki - Meg Cabot
Páginas: 319
Editora Galera
ISBN: 9788501086679
Classificação: 4/5


AS COISAS NÃO ESTÃO BEM PARA EMERSON WATTS. Em tinha certeza absoluta de que não havia nada pior do que ser uma nerd presa no corpo de uma supermodelo adolescente. Mas acontece que ela estava errada. De repente, Emerson descobre que Nikki tem uma mãe que está misteriosamente desaparecida, um irmão que surgiu na sua porta cobrando respostas, um ex-melhor amigo que pretende destruir a Stark Entreprises, e um admirador britânico não tão secreto que está no topo das paradas de sucesso com uma música escrita para ela. Como Em pode equilibrar todos esses problemas e ainda lidar com a escola e os desfiles e sessões de foto? Especialmente com antigos namorados de Nikki aparecendo o tempo todo, querendo mais do que só uma lembrancinha, uma irmã que vai fazer qualquer coisa para entrar no campeonato de líderes de torcida, e com a empresa que paga seu salário aparentemente indo para o lado negro... Sem contar que ela ainda precisa convencer o amor de sua vida de que modelos não são umas cabeças de vento... e uma delas, em especial. MAS NINGUÉM DISSE QUE ELA SE DARIA BEM SENDO NIKKI.


Sendo Nikki é a sequência do livro Cabeça de Vento [SPOILER DO PRIMEIRO LIVRO], que começa quando Emerson (Em) Watson é atingida na cabeça por uma televisão na inauguração de uma das lojas da Stark Enterprises (rede que "dominou" os EUA). Coincidentemente, ou não, no mesmo momento a modelo teen mais famosa do momento, Nikki Howard, que trabalha para a Stark e estava na inauguração, desmaia. Um tempo depois do acontecimento, Em acorda em uma hospital se sentindo... diferente. Seu cabelo, sua voz, sua unha, sua pele, tudo estava diferente. Ela tinha passado por um transplante de cérebro, agora Em era Nikki Howard e a antiga Emerson não existia mais.

Agora além de ter que fingir ser a modelo que aparente, ninguém pode descobrir a verdade senão seus pais serão prejudicados com uma dívida que nem todo o dinheiro de Nikki pode pagar, ela tem um contrato com a Stark e deve sua vida à eles, pois foi a Stark que pagou por toda a cirurgia. O mais difícil disso tudo, é esconder a verdade do seu melhor amigo e por quem também é apaixonada, Christopher.

Depois de praticamente resumir Cabeça de Vento vamos a Sendo Nikki. O livro começa com basicamente os mesmos problemas em que Em se encontrava no primeiro, a aventura começa mesmo depois que Steven Howard, o irmão da verdadeira Nikki, chega e revela que sua mãe (a mãe de Nikki) está desaparecida, e isso aconteceu bem na época do acidente de Em. A paranoia de Em em relação a Stark está ainda pior, também não é para menos, eles parecem saber tudo o que acontece na vida de Nikki mesmo que ninguém estivesse por perto. Juntando isso tudo dá para ver que não está fácil para Em. Mas não acaba por aí, porque além de todos os casos e namoros de Nikki, Christopher ainda começa a bolar um plano para destruir a Stark.

A classificação que dei para o livro são realmente merecidas, mas não vá pensando que o livro todo é uma trama maravilhosa, porque é no final é que está a melhor parte, e se a Meg continuou com esse ritmo no livro três, Runaway (Na Passarela, no Brasil), esse sim vai merecer as 5 estrelas. Mas se você gostou de Cabeça de Vento certamente vai amar Sendo Nikki.






8 de abril de 2013

[RESENHA] Finale

Finale - Hush Hush - Becca Fitzpatrick
304 páginas
Intrínseca
ISBN: 978-85-8057-282-7
Classificação: 4/5


Nora e Patch pensavam que seus problemas tinham ficado para trás. Hank estava morto, e seu desejo de vingança não precisava ser levado adiante. Na ausência do Mão Negra, porém, Nora foi forçada a se tornar líder do exército nefilim, e era seu dever terminar o que o pai começara — o que, essencialmente, significava destruir a raça dos anjos caídos. Destruir Patch. Nora nunca deixaria isso acontecer, então ela e Patch bolam um plano: os dois farão com que todo mundo acredite que não estão mais juntos, manipulando, dessa forma, seus respectivos grupos. Nora pretende convencer os nefilins de que a luta contra os anjos caídos é um erro, e Patch tentará descobrir tudo o que puder sobre o lado oposto. O objetivo deles é encerrar a guerra antes mesmo que ela venha a eclodir. Mas até mesmo os melhores planos podem dar errado. Quando as linhas do combate são finalmente traçadas, Nora e Patch precisam encarar suas diferenças ancestrais e decidir entre ignorá-las ou deixá-las destruir o amor pelo qual sempre lutaram.

Bom gente antes de tudo eu queria avisar que esta resenha provavelmente terá spoilers do livro anterior, Silêncio (resenha aqui), e do volume final, Finale. Desculpem, mas acho que não vou conseguir não dar spoilers. Então vamos lá.

Vimos no final do livro anterior que com a morte do Mão Negra, Nora é obrigada a se tornar a sucessora no cargo de líder do exército nefilim, para a sua infelicidade. E qual é o objetivo do exército nefilim? Enfrentar uma luta contra os anjos caídos, e isso incluía Patch, por isso ela nunca poderia aceitar liderar sua "raça" na briga contra a "raça" do seu amado. Um plano é criado, por ela e Patch, e os dois vão correr atrás de informações e tentar impedir o começo da guerra. Mas é claro que tudo não acaba como o planejado. 

Becca conseguiu criar um livro que envolvesse amor, suspense, mistério, sem que um entrasse em conflito com o outro. O trama criado pela autora é envolvente e, apesar do início ser meio paradinho logo tudo muda de figura e novos personagens são introduzidos, enquanto você vai tentando entender o que realmente está acontecendo. Posso garantir que o final dado foi realmente bom e, mesmo achando que depois do segundo livro, Crescendo, a série iria se tornar maçante desde o terceiro a história tomou um rumo diferente me surpreendendo. 

Para aqueles que são fãs da série, assim como eu acabei me tornando, e esperam mais sobre a história saibam que o primeiro livro, Sussurro, vai ganhar adaptação para as telinhas e as filmagens começam no segundo semestre desse ano. Quem aí está animado para saber quais os rostos que interpretarão o casal Patch e Nora?

Beijos,



24 de fevereiro de 2013

[RESENHA] Antes de Morrer

Antes de Morrer - Jenny Downham
289 páginas
Editora Agir
ISBN:9788522009916
Classificação: 4/5
"Tessa é uma menina de 16 anos que tem uma doença incurável. Diante de seu imutável destino, ela organiza uma lista com o que gostaria de fazer antes de sua morte e parte em busca de realizá-la: se apaixonar, ter a primeira relação sexual, dirigir escondida, roubar coisas numa loja... viver o tempo que resta. Um tema doloroso, passado com leveza e doçura, em um texto verdadeiro e tocante, sem ser piegas."

O livro conta a história de Tessa, uma garota de 16 anos que tem leucemia há 4 e está chegando na "linha limite". Então ela decide fazer uma lista de coisas que ela gostaria de fazer antes de morrer e é em cima disso que a história se desenvolve. 
O que a princípio parece ser um YA bem surperficial, vai aos poucos se tornando profundo e fazendo questionamentos sobre a vida, a morte, o amor... Acho que é exatamente essa a intensão da autora, dar essa idéia de amadurecimento da personagem, através do amadurecimento da narrativa.
O livro é em primeira pessoa, o que nos fornece uma visão bem proxima do que a Tessa está passando. O mais interessante foi o trabalho da autora no final do livro, construindo os capitulos e a narrativa, de forma que acompanhasse o estado de espirito e de saúde da Tessa. Esse trabalho com a linguagem me agradou muito.
A descrição do relacionamento entre Tessa e seu namorado é bem precisa e, para mim, nao deixou nada a desejar. A forma como a primeira noite dos dois é narrada dá aquele aperto no coração, fazendo pensar "Ah, eu queria uma noite dessas".
Quem gostou de A Culpa É das Estrelas com certeza vai gostar desse livro. Quem não gosta muito dessa tematica meio dramática, provavelmente não vai gostar tanto, mas ainda assim é uma leitura que eu recomendo. 
A única coisa que me incomodou foi a infantilidade da Tessa no início do livro, mas depois eu entendi que era o jeito da personagem de lidar com a doença. É bom lembrar que ela só tem 16 anos.
Espero que vocês tenham gostado.
Beijos,

16 de fevereiro de 2013

[RESENHA] Assassinato no Expresso Oriente

Assassinato no Expresso Oriente - Agatha Christie
Editora Nova Fronteira
223 páginas
Classificação: 4/5


Pouco depois da meia-noite, uma tempestade de neve pára o Expresso do Oriente nos trilhos. O luxuoso trem está surpreendentemente cheio para essa época do ano. Mas, na manhã seguinte, há um passageiro a menos. Uma americano é encontrado morto em sua cabina, com doze facadas, e a porta estava trancada por dentro. Pistas falsas são colocadas no caminho de Hercule Poirot para tentar mantê-lo fora de cena, mas, num dramático desenlace, ele apresenta não uma, mas duas soluções para o crime. 




Após embarcar no Expresso Oriente, Hercule Poirot logo percebe que o trem está demasiado cheio para aquela época do ano. Já no Expresso um tal de Mr. Ratchett aborda o detetive dizendo que está sendo perseguido e requer os seus serviços, porém Poirot recusa falando que só aceita casos quando estes lhe interessam. Entretanto, naquela noite o detetive belga acorda com um som estrondoso vindo do compartimento ao lado, onde está Mr. Ratchett. No dia seguinte Hercule Poirot descobre que Ratchett foi encontrado morto em sua cabine, esfaqueado 12 vezes. Um médico que está no trem alega que ele foi morto entre meia-noite e duas horas da manhã, como o trem parou, devido a uma tempestade de neve, meia-noite e meia e não há nenhum indicio (como pegadas na neve) de que o assassino teria saído do Expresso Oriente, Poirot chega a conclusão de que quem matou aquele homem continua em algum lugar do trem.

Várias pistas são e encontradas na cabine do morto, mas será que todas seriam verdadeiras ou alguém tentava enganar o célebre detetive Hercule Poirot? Esse é mais um caso de mistério da Agatha Christie que o famoso detetive encontra uma solução, mas uma solução bem diferente das tradicionais.

Esse não foi um dos livros que eu mais gostei da Agatha não, mas nunca poderei falar que é um livro ruim, afinal não tem como um livro ser ruim sendo que foi escrito pela Agatha Christie né? Ainda sim recomendo o livro!



1 de fevereiro de 2013

[RESENHA] Carrie, A Estranha

Carrie, A Estranha - Stephen King
117 páginas (minha versão em e-book)
Objetiva e outras
ISBN: 9788573028249
Classificação: 4/5

"Carrie narra a atormentada adolescência de uma jovem problemática, perseguida pelos colegas, professores e impedida pela mãe de levar a vida como as garotas de sua idade. Só que Carrie guarda um segredo: quando ela está por perto, objetos voam, portas são trancadas ao sabor do nada, velas se apagam e voltam a iluminar, misteriosamente. Aos 16 anos, desajustada socialmente, Carrie prepara sua vingança contra todos os que a prejudicaram. A vendeta vem à tona de forma tão furiosa e amedrontadora que até hoje permanece como exemplo de uma das mais chocantes e inovadoras narrativas de terror de todos os tempos." 

Esse foi o primeiro livro do Stephen King que eu li e não me arrependi. A história é sobre Carrie, aquele garota excluída da sociedade que toda história americana tem. Seus colegas de escola são bem cruéis com ela, sem saber que Carrie carrega um "segredo", algo que nem ela mesmo conhece bem: ela tem o dom da telecinese.
Achei a narrativa do livro incrível. Ela não é linear e vai variando entre narrativas em 3ª pessoa mostrando acontecimentos e pensamentos de varios personagens e artigos (como se fosse tirados de livros, jornais, etc), falando sobre os acontecimentos como se fosse um estudo cientifico. É simplesmente incrível e inédito!
Não dei 5 estrelas para o livro porque esperava um pouco mais do tão prometido terror das obras do Stephen, mas, tirando isso, o livro é maravilhoso. Não vi a adaptação antiga para o cinema, mas acho que deve ser muito boa, porque esse livro daria uma ótima história de suspense/terror.
Recomendo para quem quer ler algo do Stephen, mas não gosta muito de livros de terror aterrorizante.
Espero que vocês tenham gostado.
Beijos,

17 de janeiro de 2013

[RESENHA] À Primeira Vista

À Primeira Vista - Nicholas Sparks
Arqueiro
256 páginas
ISBN: 9788580410556
Classificação: 4/5 estrelas
"Jeremy Marsh tinha três certezas: jamais se mudaria de Nova York, não se apaixonaria novamente e nunca teria filhos. Mas agora ele está prestes a se casar com Lexie Darnell e aguarda a chegada da primeira filha, enquanto conduz a reforma de sua nova casa na pequena cidade de Boone Creek, na Carolina do Norte.
Em meio a tantas mudanças, Jeremy luta para reencontrar o equilíbrio pessoal e profissional ao lado da mulher que o fez mudar todos os seus planos. Quando tudo parece estar entrando nos eixos, Jeremy recebe um misterioso e-mail que dá início a uma série de acontecimentos que irão testar a força dessa paixão.
Atormentado pela ideia de estar sendo traído, vivendo uma crise criativa que o impede de trabalhar e angustiado com a gestação complicada de Lexie, ele não poderia imaginar que o pior – e o melhor – ainda estava por vir.
À primeira vista captura toda a incerteza, a tensão e a angústia da vida desse jovem casal, mas também retrata o romantismo, o companheirismo, a descoberta e o amadurecimento que só o verdadeiro amor pode proporcionar."

 Tenho que dizer que essa vai ser uma das resenhas mais difíceis que já fiz. 
Acho que eu posso dividir o livro em 5 partes:  a parte inicial, que quase mata de tanto tédio; uma parte intermediária que nos prende ao livro e nos faz querer saber o que vai acontecer; uma segunda parte intermediária que nos prende ao livro (apesar de ser monótona) mas por outra razão; o final, que dá vontade de jogar o livro contra a parede e pegar um avião para a Carolina do Norte para matar o Nicholas Sparks; e o Epílogo, onde dá vontade de pegar as personagens no colo e segurar elas pro resto da vida. Em resumo: um livro digno do Nicholas Sparks.
À Primeira Vista, é a continuação de O Milagre, então se você não leu o primeiro, não aconselho que leia o segundo, pois o envolvimento do Jeremy com a Lexie descrito em O Milagre é essencial para entender À Primeira Vista.
Eu digo logo de cara: o livro não tem acontecimentos super, ultra, mega, excitantes, nem é repleto de ações... É mais ou menos sobre a vida de noivos/recém casados do Jeremy e da Lexie e alguns empecilhos que eles tiveram durante esses momentos. Ainda assim, se você leu O Milagre e gostou, essa é uma leitura que eu recomendo!

Beijos,

16 de dezembro de 2012

[RESENHA] Divergente

Divergente - Veronica Roth
Rocco Jovens Leitores
504 páginas
ISBN: 9788579801310
Classificação: 4/5
"Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto.
A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é.
E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive."

O livro se passa numa realidade onde a sociedade que a gente conhece não existe mais (claro, é uma distopia -.-). Agora as pessoas são divididas em facções de acordo com suas habilidades/crenças.
Enfim, a personagem principal é a Beatriz (Triz) e ela é a abnegação cujo principio é humildade, altruismo e ajuda ao próximo acima de tudo. A questão é que ela acha não se encaixa ali e isso se confirma quando o dia do teste de apitidão dela chega e (SPOILER) ela descobre que é uma divergente: tem apitidão para destemor, abnegação e erudição igualmente (algo meio raro).
No dia da cerimonia de escolha, uma surpresa: ela escolhe destemor! E ai as coisas começam...
É difícil falar muito do livro sem dar spoiller, mas posso dizer que é muito bom! O desenvolvimento da personagem principal é incrível: no inicio do livro ela é corajosa e tals, mas ainda é super travada e pouco a pouco ela vai se desenvolvendo e se tornando cada vez mais o que ela é: uma divergente.
Outra coisa ótima no livro é o Quatro/Tobias. *-*
Eu dei quatro estrelas para ele porque achei o relacionamento Triz/Quatro muito parecido com Rose/Dimitri e isso me incomodou um pouco, mas, tirando isso, o livro é perfeito.