352 páginas
Companhia de Letras
ISBN: 8571644829
Classificação: 4/5
Um violino Stradivarius desaparecido, algumas orelhas cortadas e seus respectivos cadáveres trazem o famoso Sherlock Holmes ao Brasil, por recomendação de sua não menos famosa amiga Sarah Bernhardt. Porém aquilo que parecia um pequeno e discreto caso imperial transforma-se numa saga cheia de perigos, tais como feijoadas, vatapás, mulatas, intelectuais de botequim, pais-de-santo e cannabis sativa. Sem falar, é claro, dos crimes do primeiro serial killer da história, que executa seu sinistro plano nota a nota, com notável afinação e precisão de corte. O britânico e intrépido detetive e seu fiel e desconfiadíssimo esculápio vivem então no Rio de Janeiro a aventura de Sherlock Holmes que Conan Doyle se excusou de contar - por motivos que ficarão bastante óbvios -, mas que para felicidade do leitor brasileiro Jô Soares resgata neste romance implacável e impagável.
O livro se passa na época do Segundo Reinado no Brasil. Começa com o desaparecimento de um violino Stradivarius, um instrumento muito raro e caro. D. Pedro II então, por indicação de Sarah Bernhardt, uma famosa atriz francesa que estava apresentando peças no Brasil, chama o famoso detetive Sherlock Holmes para desvendar o caso. Enquanto isso, um serial killer aparece no Rio de Janeiro, matando jovens moças e deixando-as sem as orelhas e com uma corda de violino em um lugar peculiar. Ao saber então que o detetive vem ao Rio de Janeiro, o delegado Mello Pimenta pede por sua ajuda para solucionar esse caso.
Jô Soares coloca no livro personagens famosos tanto ficcionais, como Sherlock Holmes, quanto reais, como Sarah Bernhardt, Olavo Bilac e Chiquinha Gonzaga. Ele brinca também com a "invenção" da caipirinha, por exemplo, e descaracteriza um pouco o famoso detetive. No livro, Sherlock Holmes, dificilmente acerta nas suas deduções, é um pouco desastrado e logo se apaixona por uma brasileira.
Esse é o primeiro livro do Jô Soares que eu li e posso dizer que amei o livro no geral, ele construiu uma narrativa bem estruturada e leve, com mistério, humor e até um pouco de romance. A única coisa que não gostei tanto (por isso a classificação 4) foi essa descaracterização do personagem que é basicamente conhecido por suas deduções. Além disso não tenho nada do que reclamar quanto a narrativa. Recomendadíssimo!

Olá meninas!! estou participando do amigo secreto entre os blogueiros e vim conhecer o blog de vocês :)
ResponderExcluirEu sou LOUCA pra ler esse livro, fanzona do Jô e adorei a resenha, pena que eu ainda não vi ele nas promoções da submarino haha
beijos!
adoro o jô soares. kkk
ResponderExcluirpode seguir o blog de meu amigo:
http://geracaoleiturapontocom.blogspot.com.br/
bjinhs
Olá, Laís.
ResponderExcluirEu simplesmente adoro o Jô Soares, esse livro parece ser muito bom, acho que eu vou adicioná-lo na minha listinha de leitura do skoob. rs'
Beijos, Rafael Augusto.
Enseada das Letras
Obrigada :) Como eu falei na resenha, eu gostei muito. Podem ler que você não vai se arrepender :)
ResponderExcluirAdoro os livros do Jô Soares. No meu aniversário ano passado me deram o box que eu já estava "namorando" desde que li O Xangô. Como você gostou do Xangô, recomendo O Homem Que Matou Getúlio Vargas, também do Jô. Ele brinca bastante com fatos históricos desde o atentado de Sarajevo ao próprio Getúlio.
ResponderExcluir