28 de maio de 2013
Sick-Lit: Mocinha ou Vilã?
Eu já tinha falado sobre esse assunto nesse post, mas com a matéria que saiu na veja essa semana o assunto voltou a tona no meio literário. Da primeira vez que o assunto foi apresentado, pelo Daily Mail e no Brasil pelo Globo, esse novo gênero foi apresentado como a "nova moda" algo passageiro, assim como foram os vampiros e bruxos. Com uma abordagem bem negativa, esses dois jornais criticaram o apelo dessas "doenças", tais como câncer, depressão e automutilação. Na visão deles, são temas pesados demais, cruéis demais, de mal gosto de mais, em outras palavras. A segunda abordagem, feita pela Veja, mostra a face "otimista", ou digamos, verdadeira, desse gênero: é uma literatura que não subestima os adolescentes. Falo por mim quando digo que a juventude está cansada de histórias de príncipes encantados em cavalos brancos e vampiros do bem que brilham no sol. Nós vivemos em uma realidade de violência, não só física, mas psicológica, que talvez tenha nos tornado um pouco mais frios.
Eu tenho um apresso especial por esse gênero, pela profissão que eu escolhi seguir (psicologa). Mas eu acho que todo adolescente entende o sentimento de insegurança de Charlie, em As Vantagens de Ser Invisível; a vontade de viver da Tessa, de Antes de Morrer; o medo do próprio corpo de Lia, em Garotas de Vidro; a bola de neve que nos suga na escola, se deixarmos, como Hanna, de Os 13 Porquês.
Nós, jovens, estamos sedentos de fantasia, sim, mas também precisamos de uma boa dose de realidade, para nos ajudar a entender esse mundo louco no qual nos jogaram, sem manual de instruções. Saber que outras pessoas, mesmo que fictícias, passam pelos mesmos problemas, ou mesmo problemas piores, nos trás conforto, esperança.
Quem julga esse tipo de literatura como doentia deveria parar, ler o livro com atenção e se imaginar naquela posição. É isso que nós, apreciadores da Sick-lit, fazemos. Nós entramos nos personagens, sentimos a dor deles. Talvez para fugir da nossa própria dor, talvez para aprender a lidar com ela, talvez para agradecer por nunca ter sentido nada igual.
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Oi! Adorei o post, e concordo com tudo o que voce falou! Sou fã do gênero, porque acho que mostra uma realidade diferente, menos conto de fadas e mais vida real. E ajuda muitos a passar por cima dos problemas! Espero sinceramente que nao seja so modinha e que venham muitos ainda por ai, porque eu apreciei a leitura de As vantagens de ser invisivel, 13 porques e Garotas de vidro! E irei pesquisar sobre Antes de morrer, que ainda nao conhecia!
ResponderExcluirUm beijo
escolhasliterarias.blogspot.com.br
Olá, tbm estou participando do Amigo secreto entre blogueiros e estou visitando e seguindo todos os blogs participantes :)
ResponderExcluirAinda não tive a chance de ler esse estilode livro, mas pretendo ter em breve!
Super Abraço, Victor Rosa
encantosparalelos.blogspot.com.br
Isso aí. Não poderia ter colocado melhor.
ResponderExcluirE é isso o que está acontecendo na literatura infantil, também (já leu Diário de um Banana?).
A gente precisa de um real-life, de vez em quando. Ou de um refúgio fantástico mais real e com personagens humanos.
To me interessando bastante por sick-lit agora, também.
Ótimo blog, parabéns!
Conheça o meu:
omelhorcheirodomundo.blogspot.com