Acordei sentindo as lágrimas descendo nas minhas bochechas. Todo o sonho agora era tão real tão vivo. Será que fizera certo ao trancafiar minhas pilulas na gaveta? Estiquei os braços, mas não havia ninguém ali. O outro lado da cama estava arrumado e gelado, como sempre estivera. Fechei meus olhos. Se me concentrasse o suficiente conseguia sentir o calor nos meus braços.
Os braços dele nos meus, me abraçando por trás, sussurrando palavras doces, às vezes incompreensíveis, mas tão incrivelmente doces. Seus óculos esbarrando e se emaranhando nos meus cabelos, até que eu finalmente desisti e os arranquei jogando em cima do criado. Eu sabia que ele não podia me ver direito, então tinha que me manter perto, bem perto, de forma que ele não perdesse um detalhe. (Clique aqui para continuar lendo)
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